Descobri que Deus gosta de contrários. Eu também.
Gosto da borda da pizza, do sabor escondido na crocância da massa tostada.
Gosto da irreverência da música de Robbie Williams e dos textos de Fabrício Carpinejar. Eles quebram os meus padrões.
Gosto das paredes do meu quarto carimbadas pelas patinhas do Tom em suas rotas de fuga.
Gosto de dançar de olhos fechados.
Gosto de dançar em frente ao espelho.
Gosto quando o amor me expõe ao ridículo, fazendo-me escrever como se
já estivesse amando. Mas só se aprende a amar, amando, como que por
insistência.
Gosto da sensação do batom vermelho e do cabelo curto.
Gosto da raspa do brigadeiro na panela e de canjica quente. É mais gostoso assim!
Gosto de testar novos caminhos de voltar para casa. A rotina me cansa.
Gosto de experimentar novas rotas e novos sabores. Já comi cuscuz,
peixe assado e café com leite ao mesmo tempo. Há dias em que arroz não
me entra. Sinto vontade de feijão de corda, queijo coalho e uma fruta
preferida.
Já li a Bíblia ao som de Marisa Monte. Amor humano e amor divino em uma única partitura.
Minha rebeldia eu só curo quando escuto Capital Inicial. Há uma certa terapia nas batidas do rock.
Demorei compreender que sou rápida para experimentos científicos e lenta para decifrar as coisas do coração.
Gostei de aprender que a gente só dança direito quando desliga o
pensamento e a gente só pensa direito quando liga o mesmo coração...
Clara Mítia (Sobral, 14 de janeiro de 2013)

lindo
ResponderExcluirObrigada Cida!
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