Um preparo para uma chegada
Quem espera a quem se ama, apronta-se!
É a mesa que deve estar posta
Junto com o perfume que já deveria estar entranhado na pele
Há quem espere infinitamente os próximos Natais
Há quem já morreu na sexta da Paixão e não mais ressuscitou
Há quem veja a estrada à sua frente e, covarde, decida não caminhar
Há quem faça denúncias inférteis como quem semeia ervas sem fruto
Alguma serventia?
A quem espero, espero que chegue e fique!
Adiar minha arrumação?
Longe de mim uma espera engessada!
Foi para isso que há muito tempo levantei e decidi seguir caminho
Não mais me assusto com os monstros pelas tocaias
Eles têm medo das flores que trago nas mãos...
Clara Mítia (Sobral, 02 de dezembro de 2013. Primeira semana do Advento)

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