É sagrado!
Não gosta do meu amigo?
Não gosta de mim e pronto!
Feliz de quem entendende que quando a gente ama, a gente cria raízes no coração do outro.
Essas raízes entrelaçadas deve ser o que incomoda nos que não as possuem.
A gente arvoreia junto, a gente cresce junto, a gente bebe, às vezes, da mesma fonte!
Amo os meus amigos exatamente pelo excede neles e pelo que ainda falta.
Amo pelo mistério que nos torna almas tão parecidas e ao mesmo tempo tão diferentes.
Amo sentir vontade daquela presença que, hora pode ser saciada, hora não.
Amo a capacidade de destruir velhos conceitos, e de, ao mesmo tempo,
esperar-me do lado de fora do túmulo gritando: "Ressuscita!"
Amo
meus amigos por lerem minhas entrelinhas, o que diz minhas histórias mal
contadas, minha voz embargada, meu coração prestes a sair pela
boca.
Amo quando devolvem meus sonhos e quando me dão novos pra sonhar!
Amo o desinteresse, a falta de cobranças como se fosse um velho sempre novo.
Amo poder ser eu mesma, sem máscaras. Confessar meus desejos secretos, minhas ânsias, meus medos mais tenebrosos...
Amo ter amigos.
Poucos, mas o suficiente para permitir minha inconveniência de enraizar.
Na paciência para construir e dar sentido ao que ainda não tem.
Na ausência de nomes, pois a gente se reconhece...
Sempre...
Clara Mítia (Sobral, 07 de fevereiro de 2013).

Que maravilha de texto Clarinha! Me fez pensar em muitos amigos... :)
ResponderExcluirQue lindo Vivi! Obrigada pelos seus sentimentos compartilhados aqui no meu cantinho! Você é sempre bem-vinda! Beijos!
ExcluirPor que não escreveu mais?
ResponderExcluirPosta algo novo. Quero saber como você está.