quarta-feira, 19 de março de 2014
As mãos do Carpinteiro
Quem entalha madeira não tem mãos apressadas
Respeitando, escuta dela o formato que tomará
Talha daqui, talha dali e, pacientemente, observa suas formas
Se vai tornar-se uma mesa, uma porta ou um sacrário, é a madeira quem vai dizer
É ele quem vai escutar
O Carpinteiro José não tinha pressa
Acredita-se que em suas mãos pacientes foram entregues um Sacrário e o maior Tesouro que visitou a humanidade
Na simplicidade da vida, uma surpresa
Sua Maria, que também era de Deus, ganhara outra forma
Não sei se era isso o que ele esperava, mas sabia ele que, a mesma madeira que ele entalhava, quando tocada pelo Divino, já não era mais madeira, mas era tão divina quanto Quem a tocou
Um Tesouro nas mãos do Carpinteiro
Sob seus cuidados, precisando do colo que ele também amava
Seria necessário alguém que o ensinasse a entalhar almas, a sarar as fissuras da madeira e do coração
Alguém que o ensinasse a tocar com devoção o solo que se tornou Santo depois que Deus decidiu visitar a Humanidade
Clara Mítia (Sobral, 19 de março de 2013. Dia de São José)
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