segunda-feira, 24 de março de 2014

Homem da Neve

No teu inverno eterno
Não encontrava palavra alguma que se fizesse sol
Parecia que que as tuas geografias perderam o viço da juventude
Era um velho no corpo de um menino,
Ou o menino tentando arrebentar a couraça antiga para nascer de novo?
Estava tudo congelado
Minha ingenuidade foi querer abrir caminhos que desapareciam
Não havia tréguas no rio cristalizado que caía do céu...

Prossegui.






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