Chovia e fazia frio quando ele apareceu na minha varanda
Aparentando sentir medo
Era a primeira vez fora do ninho
Na alegria do primeiro voo
Não percebeu o vidro como limitação
Esbarrou na parede transparente,
Bateu as asinhas e, cansado, perguntava o que estava errado
A vida e suas contradições
Tentei conversar: "Está perdido querido?"
Ele me ignorou olhando desconfiado
Eu disse: "Calma que vou te ajudar."
Aproximei-me com um pano macio e acarinhei a cabecinha
Coloquei-o em um lugar seguro onde fosse mais fácil achar o caminho pra casa
Despedi-me dizendo:
"Passou, passarinho! Passou!"
Clara Mítia (Tianguá, 20 de março de 2014)
| Passou passarinho! Passou! Tianguá (março de 2014). |
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