Chega trazendo a lembrança de um cheiro, de um gosto, de um tom.
Ela simplesmente se estampa nos mapas que teimam em se manter distantes, e caminha de um lado para o outro, fazendo-me recordar da paz inquieta de passos conhecidos.
Saudade, por vezes, vem junto à música que toca no rádio.
Remete à lembrança de quem nela se deleita.
Ela se escreve nas entrelinhas, nos entreolhares, na mesa posta.
Lembra-me da síndrome de abstenção do aconchego, do abraço, do timbre da voz,
lembra-me até dos desatinos, dos incômodos pertinentes àquela presença tão necessária.
Ê saudade! Se tu vens, não sei se te abraço ou te mando embora.
Não sei se te mato ou bebo contigo o vinho da existência.
Só sei que no meio da noite, se tu vens me fazer companhia, não há como te deixar passar…
Clara Mítia (São Paulo 05/10/2012)

Quando ela vem parece que vai sufocar..., não conseguirei fugir dela mesmo..., o jeito é esperar ela resolver diminuir..., até ir sumindo devagarinho.
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Ela entra, bagunça o que estava aparentemente arrumado, esvazia os armários, senta em frente à minha TV. Sua estadia inoportuna não tem prazo nem hora para acabar. Ela permanece até o dia em que resolve ir embora. Sai e bate a porta...
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