sábado, 25 de janeiro de 2014

Uma tesoura, por favor!

Nunca desejei tanto que a Terra da Luz e a Terra da Garoa fossem vizinhas...
Assim, poderia eu passear entre essas duas grandezas, entre a Terra onde nasci e a Terra que me fez nascer de novo...
Hoje o que me define já é saudade... Saudade de onde parti e saudade do lugar que vou deixar...
Ah como eu queria, numa brincadeira de criança arteira, recortar esses mapas que teimam em manter-se distantes. 

Assim eu poderia, num gesto egoísta, ter perto de mim tudo o que amo, sem sofrer as ausências, 
sem deixar longe de mim minha nascente e minha foz...

Clara Mítia (São Paulo, 25/11/2012)




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